Encontro reúne profissionais dos hemocentros
 


O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados promoveram nos dias 31 de julho e 1 de agosto o 2º Encontro de Profissionais dos Hemocentros. “O setor de transplante de medula óssea precisa obrigatoriamente funcionar em rede. Reunimos uma parte desta rede com o objetivo de discutir e melhorar a captação de doadores voluntários no país”, contou Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante do INCA.

Os próprios profissionais apresentaram suas estratégias regionais de campanhas. Os hemocentros que mais contribuíram para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – REDOME – foram premiados: Minas Gerais, Paraná e Santa Casa de São Paulo. As instituições do Pará, Goiás e Ceará também receberam uma homenagem por terem trazido uma diversidade genética maior para o Registro.

Os participantes puderam conhecer, ainda, as exigências do National Marrow Donor Program – o banco de dados de doadores dos EUA – para que o REDOME seja inserido em sua rede de registros conveniados e as estatísticas mais atuais da área de transplante.

 

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Conexão Rio: trabalho em rede para melhoria do setor de transplante

Foi criada em abril a Conexão Rio, com base no modelo da Conexão Caipira. O grupo reúne profissionais dos centros de transplante do Rio de Janeiro – INCA, Hospital Universitário da UFRJ, Hospital Pedro Ernesto (Uerj) e Hemorio – além do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora.

As reuniões acontecem todos os meses e a proposta é realizar um trabalho em rede. Desta forma, são discutidas as possibilidades de padronização de tratamentos e protocolos clínicos, além de unificação das informações de todos os pacientes destes centros. O objetivo, neste caso, é agilizar o tratamento e otimizar a realização dos transplantes. Segundo Ângelo Maiolino, do Hospital da UFRJ, esta é uma iniciativa muito importante para a melhoria da rede de transplantes. “Cada centro tem características diferenciadas, até por estarem ligados a instituições diferentes. Vamos aproveitar as vantagens de cada um para beneficiar todo o grupo”, explica Maiolino.

Para apresentar a idéia da Conexão Rio aos diretores das organizações que mantêm os centros foi realizado um café-da-manhã. A reunião aconteceu no INCA, no dia 12 de agosto. De acordo com Luiz Antonio Santini, diretor geral do INCA, o modelo de gestão, constituído por redes de cooperação, deve ser incentivado. “No Brasil não temos a tradição de trabalhar de forma articulada com outras instituições, mas devemos, inclusive, incluir a iniciativa privada nestas parcerias”, afirmou Santini.

 
 

 
Países da América do Sul se unem por um registro de doadores de medula óssea único

O Brasil participou pela primeira vez de uma reunião dos coordenadores dos registros de doadores de medula óssea dos países da América do Sul. O encontro aconteceu em Buenos Aires, no final de maio. Na América do Sul, somente Brasil, Argentina e Uruguai mantêm banco de dados com informações sobre doadores voluntários de medula óssea. Mas a reunião também contou com representantes da Venezuela porque o país está se mobilizando para criar o seu registro. As conclusões das discussões foram encaminhadas aos ministros da saúde.

O objetivo da reunião foi discutir a possibilidade de unificar os bancos de dados, criando um único registro sulamericano. Foram discutidas as legislações e os custos de busca de cada país. A criação de um único sistema de informação, que reúna os bancos de dados e busca nos três países, também foi analisada. “A integração é possível e desejável”, afirmou Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA e representante do Brasil na reunião.

No Brasil, são 49 centros de transplante e 710.000 cadastrados no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). A Argentina conta com 34.000 doadores e somente em fevereiro deste ano foi realizado o primeiro transplante com doador do próprio país. Já o Uruguai conta com poucos doadores, menos de 130, e 70 pacientes por ano com indicação de transplante.
 

 
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